Há uma gota de poesia em cada rio da Amazônia
Há uma gota de poesia em cada rio da Amazônia
R$ 41,00
Autor(es): Fernando A. Pires Ilustrador(es): Fernando A. Pires
Tamanho: 18 x 24 cm Páginas: 80 Faixa Etária: A partir de 12/13 anos ISBN: 9786599006128 Categoria: Tema: Prosa poética, Contos, Diário/relatos de viagem, Ficção histórico-geográfica, Humor

Há uma gota de poesia em cada rio da Amazônia: diário poético de um turista aprendiz

O livro traz uma seleção de relatos de viagem escritos por Mário de Andrade. Em 1927, ele é convidado, junto com alguns modernistas, a fazer uma viagem pelos rios da Amazônia para descobrir um Brasil pouco conhecido pelos brasileiros. Assim ele cria um diário com anotações mesclando realidade e ficção, oferecendo ao leitor uma visão interessantíssima de paisagens e costumes, por meio do seu estilo singular que o consagrou como prosador, poeta, crítico de arte e musicólogo.

  • Pedir comentários sobre algumas particularidades linguísticas observadas nos diários: redundâncias, como “grandezas tão grandiosas”; preferência por certos vocábulos, como “sorrindinho”, “sublime”; criação de neologismos, como “kodaquizadas”, entre outras. Listá-las e apresentá-las num vídeo sobre o autor de Macunaíma.
  • Divididos em grupos, sugerir comentários sobre algumas reflexões, tais como: a) “E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! Como é gostoso! [...] é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca”. (p. 27).
  • b) “É indiscutível: eu gosto muito mais dos meus amigos quando eles estão longe de mim” ( p. 26).
  • c) “O texto que ela cantava (a tapuia), língua de branco não era. Tão nasal, tão desconhecido que imaginei fala de índio. Mas era latim... de tapuio. E o acalanto não passava do Tantum Ergo em cantochão”(p. 28).
  • d) “Se falasse (o peixe-boi) eu mandava ensinar italiano a ele, e o punha num restaurante obrigatório em São Paulo, pra ensinar aos meus patrícios a comer” (p. 67).
  • - As imagens de Fernando A. Pires iluminam os textos com informação, propriedade e humor. Pedir que escolham algumas que mais representam esse inteligente diálogo.
  • Sugerir a elaboração de textos para um podcast, focalizando o seguinte roteiro (ou acrescentar outros, caso queiram):
  • a) Casos constrangedores ou desagradáveis vivenciados durante a viagem.
  • b) Breve biografia dos artistas citados por Mário de Andrade, como Machado de Assis, Manuel Bandeira, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Câmara Cascudo.
  • c) Palavras desconhecidas, constantes ou não do glossário, que lhes pareceu bizarras e interessantes.
  • d) As reações de Mário de Andrade no início da viagem e no seu término.
  • e) A Amazônia sob a ótica de Mário de Andrade e a Amazônia vista hoje. Se possível, inserir fragmentos do documentário “Amazônia eterna”, dirigida por Belizário Franca, Giros Filmes, também disponível pelo Canal Curta, Tamanduá. tv.br.
  • Bate-papo sobre as informações importantes que o próprio livro disponibiliza ao leitor, tornando ainda mais prazeroso o conhecimento da vida e da obra de Mário de Andrade, figura tão importante na Literatura Brasileira. Assistir também à entrevista de Fernando A. Pires concedida ao Grupo Lê. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2MDFgcgggo4 Acesso em: 19 nov. 2020.
  • Produção de texto: o miniconto se caracteriza pela contenção de palavras, revelando nessa síntese aspectos como lirismo, humor e surpresa. Propor a criação de minicontos inspirados na obra lida e, se a turma quiser, compor um livro ou apresentá-los numa live. Algumas dicas para temas ou títulos: A solidão abundante do rio (p. 25); Lustroso de felicidade (p. 17); O açaí da bananeira (p. 18); A casa com todas as coisas baixinho (p. 19); Cumprindo seu destino de flor (p. 24); Desejos de ficar só, de ficar triste (p. 64) e Leite dos pobres (p. 61).